Energia solar pode ser solução para a crise energética brasileira, aponta especialista

Em meio a pior recessão hídrica dos últimos 90 anos, as autoridades estão discutindo entre ter apagões ou um racionamento de energia – possibilidade posta em prática na crise de 2001. As consequências de ambas as possibilidades serão desastrosas, com destaque para o aumento de óbitos nos hospitais devido à interrupção do funcionamento de aparelhos; paralisação da produção industrial – e falta de produtos; deficiência nos processos de comunicação em geral – sem internet e telefonia; e a impossibilidade de as pessoas pagarem suas contas e tributos.

No fim de maio, o governo divulgou os cinco estados brasileiros que estão sob alerta máximo de emergência: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. E todo Brasil já está pagando mais caro na conta de energia.

Tudo porque as usinas termelétricas, que usam gás e óleo e têm, portanto, geração mais cara, estão acionadas. Para se ter uma ideia do custo, desde o dia 1º de junho, o acionamento da bandeira vermelha, no patamar 2, representa R$ 6,24 a cada 100 kWh. E a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu no dia 29 de junho que a haverá aumento de 52% de taxa extra na conta de luz, passando para R$ 9,49 por 100 kWh.

As justificativas por trás desta situação, que já afeta a inflação e ameaça o crescimento econômico, estão na falta de chuva, nas falhas de planejamento e na operação do sistema elétrico, bem como no modelo de formação de preços de energia. Contudo, como ensinou o inventor e engenheiro mecânico estadunidense Henry Ford, “não encontre um defeito, encontre uma solução”, a chave para este problema pode estar mais perto do que parece. “Ela está na energia fotovoltaica”, garante o sócio e proprietário da Entec Solar, empresa especializada no ramo, Tiago Sarneski, enaltecendo que, no fim do mês de maio, a energia solar atingiu a marca de 9 mil megawatts de potência instalada.
Segundo recente mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o estado de Minas Gerais está em primeiro lugar no ranking de geração distribuída, com 9.154 usinas geradoras; 938,1 megawatts em operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos, respondendo sozinho por 18,1% de todo o parque brasileiro de energia fotovoltaica. A “medalha de prata” vai para o Rio Grande do Sul – onde mais cresce a procura pela geração distribuída –, que tem, hoje, 82.619,22 kW instalados, superando, inclusive, o estado de São Paulo, que ocupa a terceira posição da lista, seguido pelos estados do Paraná, Santa Catarina, Ceará, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás e Pernambuco.

“E os motivos para comemorar não param por aí: atingindo a marca de 9 mil megawatts, a energia do astro rei está superior hoje a toda soma da capacidade de termelétricas a carvão e, até mesmo, das usinas nucleares, que representam 5,6 gigawatts”, enaltece Sarneski.

De acordo com a Absolar, desde 2012 a fonte trouxe mais de R$ 46 bilhões em novos investimentos e gerou mais de 270 mil empregos.

Na visão do especialista da Entec Solar, o momento é bem oportuno para tratar do assunto por várias razões: a primeira delas é o risco de apagão, seguida pela economia de dinheiro no bolso do brasileiro. “Depois, porque está para ser analisado no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 5.829, de 2019, que instituirá o marco legal de energia fotovoltaica no país, democratizando o acesso à energia solar.”

Por fim, ele lembra que são muitas as vantagens da energia solar, como “o baixo impacto ambiental, sua instalação simples, seu irrelevante custo em relação ao tempo de vida útil (mais de 25 anos) e o fato de poder ser utilizada como substituta da energia elétrica convencional.”

Saiba mais acessando o site da Entec Solar.